Lula diz na ONU que “tecnoligarcas” querem neoliberalismo digital sem regras
Na 81ª Assembleia Geral da ONU, em 22.set.2026, ele pediu regulamentação das big techs e da inteligência artificial

Lula afirmou, na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta 3ª feira (22.set.2026), que “tecnoligarcas” querem um novo neoliberalismo digital “sem freios e sem regras”.
O presidente defendeu a regulamentação das big techs e da inteligência artificial e disse ser uma “omissão histórica” não enfrentar esse desafio.
Lula declarou que empresas promovem uma corrida tecnológica à revelia da ONU e do Painel Científico Internacional sobre Inteligência Artificial, e que transferem para famílias a tarefa de enfrentar algoritmos.
O discurso teve 22min30s; Lula chegou a Nova York em 20.set e tem retorno previsto para 22.set; acompanharam a bancada brasileira Janja Lula da Silva, Audo Faleiro, Sérgio Danese, Wellington Dias, Mauro Vieira e Celso Amorim.
O presidente abordou multilateralismo (citou que a OMC “respira por aparelhos”), pediu reforma do Conselho de Segurança e cobrou reunião urgente de líderes; classificou a ofensiva israelense em Gaza como genocídio e defendeu a solução de dois Estados; pediu fim diplomático da guerra na Ucrânia e criticou a escalada no Estreito de Ormuz.
Lula também tratou de segurança interna (citou a maior operação contra o crime organizado de 2025), clima (redução do desmatamento ao menor nível em 11 anos), fome (citou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza) e tecnologia (criticou apostas online e defendeu o Pix como infraestrutura pública); a palavra “democracia” apareceu 5 vezes no discurso.
81ª Assembleia Geral — local do discurso
22.set.2026 — data da fala
22min30s — duração do discurso
10ª vez — que Lula abriu o Debate Geral da ONU como presidente
5 vezes — ocorrência da palavra “democracia” no discurso
11 anos — desde o menor nível de desmatamento citado
Lula afirmou: “Um punhado de tecnoligarcas quer ressuscitar uma versão de neoliberalismo digital sem regras nem transparência”, e disse que seria “uma omissão histórica” não regulamentar as big techs.
O retorno de Lula ao Brasil está previsto para esta 3ª feira (22.set); a agenda brasileira na ONU ainda inclui reuniões sobre Palestina, desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário, com Mauro Vieira presidindo a reunião da Zopacas e Wellington Dias participando de atividades da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.