Lula quer polícia permanente nas comunidades e usar jovens militares em força nacional
Proposta apresentada em entrevista na Band, a uma semana do 1º turno; objetivo inclui criar Ministério da Segurança se PEC for aprovada

Lula anunciou em 27.set.2026 que pretende manter policiais permanentemente em comunidades e recrutar jovens que deixam as Forças Armadas para uma nova força nacional de segurança.
A proposta está vinculada à PEC 18 de 2025 e a uma Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública; se aprovada, Lula quer criar um Ministério da Segurança Pública e uma “polícia especial”.
O presidente falou ao programa Canal Livre, da Band, uma semana antes do 1º turno das eleições, e disse que a presença estatal deve combinar segurança, educação, formação profissional, cultura e lazer.
Lula afirmou que defende atuação policial contínua, não ocupação militar, e que operações pontuais permitem que grupos criminosos retomem territórios depois da saída das forças de segurança.
Ele sugeriu estudar mudança na legislação para aproveitar jovens que deixam as Forças Armadas, incorporando-os a uma força federal voltada ao combate ao crime organizado.
O presidente afirmou ter discutido a ideia com o comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, e quer encontrar forma legal para manter parte desses profissionais no serviço público.
Lula disse que o uso de inteligência poderia reduzir em 50% a “atividade bruta” das operações e que a estratégia deve concentrar o ataque nas lideranças e no financiamento das facções, para “asfixiar economicamente” os grupos.
27.set.2026 — data da entrevista ao Canal Livre, da Band
1 semana — intervalo até o 1º turno das eleições
50% — redução estimada na “atividade bruta” com uso de inteligência
PEC 18 de 2025 — proposta que amplia participação da União na segurança pública
"A polícia vai ocupar de forma ordenada", declarou Lula durante a entrevista, e disse que é preciso “asfixiar economicamente” as organizações criminosas.
Próximo passo: estudar alteração legislativa para aproveitar ex-integrantes das Forças Armadas e, caso a PEC de Segurança Pública seja aprovada, criar o Ministério da Segurança Pública e a polícia especial.