Macron viaja ao Kuwait enquanto distúrbios se espalham pela França
Presidente foi negociar fornecimento de energia em meio a protestos que se intensificaram em 17 de outubro.

O presidente Emmanuel Macron viajou ao Kuwait para negociar fornecimento de energia diante da alta dos combustíveis e da instabilidade internacional.
Os distúrbios nas grandes cidades francesas se intensificaram em 17 de outubro, após semanas de manifestações iniciadas por reivindicações estudantis sobre escolas.
As manifestações reuniram grupos com diferentes orientações e queixas sobre custo de vida, preços dos combustíveis e serviços públicos.
Autoridades francesas registraram mais de 2,5 mil prisões em conexão com as manifestações; confrontos incluíram saques, incêndios de veículos e ataques a prédios públicos.
Uma estimativa da Morningstar aponta prejuízos superiores a US$ 1 bilhão causados pelos confrontos.
Antes da viagem, Macron condenou a violência e reconheceu falhas na segurança, mas recusou a saída do ministro do Interior, Laurent Nuñez.
Marine Le Pen afirmou que "a França está presa entre a violência e a impotência"; Jean-Luc Mélenchon criticou a resposta do governo como marcada pela inação e brutalidade policial.
A crise ocorre a poucos meses do fim do mandato de Macron; ele não pode disputar um terceiro mandato consecutivo e a situação pode influenciar a eleição de 2027.
O governo reforça medidas de segurança e se prepara para novas manifestações previstas para os próximos dias.