Magda Chambriard: Brasil está “absolutamente em linha” com o Acordo de Paris
Declaração dada em 21.set.2026 na abertura da ROG.e 2026, no Rio, cita metas até 2035 e 2050

Magda Chambriard afirmou nesta 21.set.2026, na abertura da ROG.e 2026, no Rio de Janeiro, que o Brasil está “absolutamente em linha” com os compromissos do Acordo de Paris.
Pelo Acordo, o país precisa atingir neutralidade de emissões até 2050 e reduzir emissões líquidas em no mínimo 59% até 2035, em comparação com 2005.
Chambriard disse que o cumprimento das metas deve ocorrer sem comprometer a oferta de energia e o desenvolvimento econômico e que a transição energética precisa “caber no bolso da nossa sociedade”.
Ela afirmou que países com índices elevados de desenvolvimento humano consomem mais energia por habitante e que o Brasil consome cerca de 30% menos energia per capita que a média mundial.
A presidente defendeu manter investimentos em petróleo e gás paralelos à expansão de fontes de baixo carbono, dizendo que a atividade petrolífera deve financiar a transformação.
Listou investimentos da Petrobras em combustíveis sintéticos, biocombustíveis, hidrogênio de baixo carbono, armazenamento de energia e tecnologias de captura de carbono.
Chambriard citou projeções: a economia brasileira pode crescer cerca de 80% até 2050, enquanto a demanda de energia aumentaria entre 50% e 55%.
Segundo ela, a Petrobras fornece hoje cerca de 1/3 da energia primária consumida no país e pretende manter essa participação em 2050.
Chambriard defendeu avanço da exploração na Margem Equatorial para sustentar produção de óleo e gás nas próximas décadas.
A Petrobras confirmou em agosto de 2026 a descoberta no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 km da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas; a desembocadura do rio Amazonas fica a aproximadamente 500 km do poço.
Em setembro, o Ibama autorizou a perfuração de três poços adicionais no mesmo bloco.
O PDE da EPE projeta redução de 24% das reservas provadas até 2035 e queda da relação reservas/produção de 17 para 12 anos.
Ambientalistas contestam o avanço na região, citando a fragilidade de ecossistemas na costa amazônica.