Manifesto da Cultura reúne mais de 600 artistas e declara apoio a Lula
Lançado há uma semana por 100 signatários, o documento cresceu para 550 em poucos dias e hoje soma mais de 600 adesões.

O manifesto "A cultura está com Lula e pede mudanças" reúne mais de 600 artistas e produtores culturais e declara apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
O movimento começou com 100 signatários, quintuplicou em uma semana e ultrapassou a marca de 550 adesões antes de chegar às atuais mais de 600 assinaturas.
O texto cobra um salto qualitativo e uma guinada na política cultural, pede novo comando do Ministério da Cultura e afirma que o MinC deve deixar de ser repassador de editais para assumir centralidade no desenvolvimento e na reindustrialização do Brasil.
O manifesto exige regulação contra o extrativismo de big techs e plataformas de streaming, combate à perda de recursos por casas de apostas e emendas parlamentares fragmentadas, e fortalecimento de autarquias como Ancine, Funarte e Iphan.
Os signatários representam todas as linguagens e regiões: artistas plásticos de vanguarda, vencedores do prêmio Jabuti, grandes distribuidores de cinema, artistas indígenas, intelectuais fundadores do PT, referências da gastronomia e da MPB.
Assinam nomes do cinema como Luiz Fernando Carvalho, Takumã Kuikuro, Hilton Lacerda, Anna Muylaert, Laís Bodanzky, Gabriel Mascaro, Beto Brant, Paulo Caldas, Juliano Dornelles, Helvécio Ratton, Joel Zito Araújo, Noel Carvalho, Tata Amaral, Luiz Bolognesi e Otto Guerra.
No teatro, assinam Ítala Nandi, Antônio Araújo, Gabriela Gonçalves, Nelson Baskerville, Fernanda Viana e Sérgio de Carvalho; no elenco de atores aparecem Glória Pires, Caio Blat, Patrícia Pillar, Irene Ravache, Louise Cardoso, Silvia Buarque, Vinícius de Oliveira, Bete Mendes, Duca Rachid e Celso Frateschi.
Na produção e distribuição, a lista tem Sara Silveira, Bruno Wainer (Downtown Filmes), Jorge Peregrino (H2O), Lucy Barreto, Mariza Leão e Célia Catunda; na literatura, Eucanaã Ferraz, Luiza Romão e Fabrício Corsaletti também assinaram.
O grupo afirma que a adesão crescente traduz a demanda da classe artística para que a cultura seja pilar da soberania, da emancipação social e da reindustrialização do país.
O manifesto foi publicado com uma carta de apoio a Lula e um formulário aberto para novas assinaturas.