Mesário desde 1989, Airton Tomé Júnior diz que contagem já levava dias
Adoção da urna eletrônica em 1996 acelerou a apuração; Airton preside seção na Asa Norte, Brasília

Airton Tomé Júnior, 63 anos, trabalha como mesário desde a volta do voto direto para presidente, em 1989.
A urna eletrônica, adotada a partir de 1996, tornou a apuração mais rápida; antes, a contagem no Distrito Federal podia levar “2, 3 dias”.
Airton preside atualmente uma seção eleitoral na Asa Norte, em Brasília, e foi mesário na primeira eleição em que trabalhou em 1989.
Na primeira convocação, chegou a uma escola para votar e descobriu que havia sido chamado como mesário; a convocação era feita por carta, que ele não recebeu.
Ele afirma que nunca deixou de trabalhar em todos os processos eleitorais desde então.
Antes de 1996, o eleitor votava em cédula de papel e depositava em urna de lona; as urnas iam para um ginásio para apuração.
No ginásio, as cédulas eram distribuídas em bancadas com fiscais de partidos e coligações, e a contagem ocorria voto por voto e candidato por candidato.
Como presidente de seção, Airton mantém a ordem, checa credenciais dos fiscais, inicia e encerra a votação, entrega materiais à junta eleitoral e pode requisitar força pública quando necessário.
“A contagem era feita voto por voto e candidato por candidato”, disse Airton, lembrando que o trabalho avançava até tarde e era “bem árduo”.