Meta recusou canal direto para casos urgentes envolvendo jornalistas
Pedido foi formalmente negado em 16 de outubro; governo critica falta de mecanismo específico de proteção
A Meta recusou criar um canal direto para tratar casos urgentes de jornalistas e veículos de comunicação.
O canal pedido visava agilizar respostas a ameaças, assédio, ataques digitais e bloqueios de contas.
O pedido foi feito pelo Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, coordenado pela Secretaria Nacional de Justiça, e a negativa foi formalizada em 16 de outubro.
Representantes do Ministério da Justiça e da Secretaria de Comunicação Social divulgaram uma nota conjunta sobre a recusa na tarde desta terça-feira, 20/10.
A Meta justificou a negativa citando dificuldades técnicas, jurídicas e operacionais e o risco de “assunção de novas obrigações regulatórias”.
A empresa afirmou que aplica suas políticas igualmente a todos os usuários e que os canais gerais de atendimento seriam suficientes; para casos eleitorais, indicou o contato institucional com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os representantes do governo criticaram a resposta e defenderam um atendimento específico para proteger profissionais da imprensa nas plataformas.
“Os canais gerais da Meta e a cooperação com a Justiça Eleitoral não substituem um mecanismo de proteção capaz de responder a situações urgentes de violência contra jornalistas, inclusive fora do período eleitoral. Apesar das sucessivas tratativas, a empresa não apresentou solução”, diz a nota.