Milei leva reivindicação das Malvinas à ONU e pede negociações ao Reino Unido
Discurso foi na 81ª Assembleia-Geral da ONU, nesta quarta (23/09); presidente criticou a própria organização

Javier Milei defendeu nesta quarta (23/09), na 81ª Assembleia-Geral da ONU, a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas.
Milei pediu ao governo do Reino Unido que retome negociações para “uma solução pacífica, em linha com o que estabelece o direito internacional”.
O presidente da Argentina declarou que as Malvinas “são uma causa nacional para nós” e criticou a ONU por ser “uma instituição que não consegue fazer suas palavras se transformem em atos”, afirmando que isso causa “inércia” no caso das ilhas.
A declaração marca mudança de posição: nos primeiros anos do governo Milei ele evitou criticar o Reino Unido e chegou a ignorar o tema em discursos anteriores na Assembleia-Geral.
Durante a Copa do Mundo, após a semifinal Argentina x Inglaterra (2×1), jogadores exibiram a faixa “As Malvinas são argentinas”; Milei criticou o gesto, chamou os que politizam o futebol de “miseráveis” e, dias depois, disse que a manifestação foi “válida e lícita”.
O episódio ocorreu enquanto tramitava no Congresso um projeto governista para facilitar compra de terras por estrangeiros; o texto foi rejeitado, e a Casa Rosada afirma trabalhar em novo projeto.
23/09 — data do discurso de Milei na 81ª Assembleia-Geral da ONU
Horas depois, o primeiro-ministro britânico Andy Burnham afirmou que o Reino Unido estará “firme diante de qualquer ameaça” e defenderá o direito dos territórios britânicos de permanecerem britânicos, citando também a Rússia como exemplo de ameaça.