Ministro diz ter insônia enquanto PF vivia crise com Andrei Rodrigues
Wellington César Lima e Silva garante que Polícia Federal manteve operações e que governo foca 138 presídios no combate às facções

Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça, disse: “Eu não durmo dia nenhum, só durmo duas ou três horas toda noite.”
O Ministério entregou mais de R$ 12 milhões em equipamentos no Rio de Janeiro e mapeou 138 unidades prisionais estaduais como foco da ação contra lideranças criminosas.
O ministro falou no programa Agora Metrópoles, com Rafael Campos; descreveu como atravessou a crise de liminares que afastaram e depois recolocaram Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal.
Wellington afirmou que, apesar do afastamento temporário de Andrei, a Polícia Federal manteve o andamento normal das atividades operacionais e de gestão, com o substituto imediato atuando com “tranquilidade e sobriedade”.
Ele disse que o episódio expôs divergências entre ministros do Supremo Tribunal Federal e provocou reação entre delegados da Polícia Federal, mas chamou a institucionalidade brasileira de resiliente.
Sobre crime organizado, mencionou operações integradas que prenderam mais de uma centena de infratores, ações contra furto e roubo de celulares e acordos de cooperação no Rio de Janeiro para treinar guardas municipais.
Wellington defendeu a Lei Antifacção, sancionada pelo presidente, afirmando que suas penas são mais severas que a lei antiterrorismo e que o combate precisa de inteligência policial, financeira e tecnologia.
Contexto: o Ministério mapeou que cerca de 80% das lideranças do crime organizado estão concentradas nas 138 unidades prisionais, treze delas no Rio de Janeiro.
R$ 12 milhões — equipamentos entregues no Rio de Janeiro
138 presídios — unidades estaduais apontadas como estratégicas
80% — liderança do crime organizada concentrada nesses 138 presídios
2.500 celulares apreendidos — 53% retirados de dentro dos presídios
“Meu regime de vigilância é permanente”, afirmou Wellington César Lima e Silva no Agora Metrópoles.
O Ministério pretende dotar as 138 unidades prisionais estaduais de capacidades semelhantes às do Sistema Penitenciário Federal, com formação de policiais penais e cortes de sinal de celular.