Moradores do Macuco exigem garantias de indenização antes das obras do túnel
TSG começou cadastramento de imóveis nesta terça (20); comunidade quer valores, prazos e critérios claros antes de negociações.

Moradores e comerciantes do Macuco, em Santos, cobram definições sobre indenizações e desapropriações antes do avanço das obras.
A TSG Concessionária iniciou nesta terça (20) o levantamento social e o cadastramento dos imóveis que podem ser afetados, sem definir valores de compensação.
Reuniões nos dias 18 e 19 ocorreram na sede da Associação Casa da Criança, na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, com representantes da concessionária e da comunidade.
A Associação Comunitária do Macuco (Acom) afirmou que faltam critérios de avaliação patrimonial, prazos de desocupação e medidas para garantir a continuidade dos negócios locais.
A TSG informou que o levantamento inclui questionários socioeconômicos, identificação de moradores e coleta de documentos, seguido por cadastro físico, medições e registros fotográficos.
Acom pretende levar um balanço ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e exige participação no Conselho Socioambiental do empreendimento.
José Santaella Junior, representante da Acom, disse que o encontro visou discutir diferenças entre as previsões contratuais e os procedimentos apresentados à população.
R$ 6,8 bilhões — investimento previsto para o Túnel Imerso Santos-Guarujá
18 e 19 — datas das reuniões realizadas com a comunidade
20 — início do cadastramento social e visitas a imóveis
O próximo passo operacional é a elaboração de laudos técnicos de avaliação após o cadastro físico das edificações, seguindo normas da ABNT.