Move Brasil liberou menos de 20% dos R$30 bilhões prometidos
Três meses após o lançamento, só cerca de R$5 bilhões foram desembolsados; governo reconhece problemas operacionais e busca ajustes

O Move Brasil liberou cerca de R$5 bilhões em quase três meses, menos de 20% dos R$30 bilhões anunciados pelo governo.
Isso reduz o alcance imediato do programa e, com o primeiro turno em menos de 20 dias, o governo diz que o impacto eleitoral será limitado.
Até agosto, cerca de 11% do montante havia sido liberado, beneficiando pouco mais de 30 mil motoristas.
O programa oferece financiamento subsidiado para renovação de frota e ampliação do acesso ao crédito para motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores.
As taxas do programa variam entre 11,5% e 12,6% ao ano, enquanto o crédito convencional para esse público costuma superar 20% ao ano.
O governo reconheceu entraves operacionais e de adesão: dificuldade de aprovação para renda instável, exigências bancárias restritivas e demora na ativação do fundo garantidor.
Algumas instituições financeiras resistiram a operar a linha nas condições previstas, alegando juros abaixo da média de mercado.
O governo ampliou o valor máximo financiável de R$150 mil para R$200 mil, passou a permitir a compra de seminovos e incluiu novas categorias, como motoristas de transporte escolar.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo segue em contato com os bancos para tornar a medida mais atrativa e acelerar concessões.
A lei que torna o Move Brasil permanente foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira, 11/9, garantindo previsibilidade à política.
R$30 bilhões — total anunciado para o programa
R$5 bilhões — valor desembolsado em quase três meses
11% — parcela liberada até agosto
pouco mais de 30 mil — motoristas beneficiados até agosto
Entre os veículos elegíveis estão Fiat Argo, Volkswagen Polo, Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Peugeot 208, Volkswagen T‑Cross, Fiat Pulse, Hyundai Creta e Nissan Kicks.
O governo avalia que parcerias com plataformas digitais e ajustes operacionais devem acelerar adesão nos próximos meses.