Mulheres são 52,81% do eleitorado, mas têm só 103 das 594 cadeiras
Há 83,8 milhões de eleitoras, 2.820 candidatas à Câmara em 2026 e regras eleitorais exigem pelo menos 30% de candidaturas por gênero

Mulheres são 52,81% do eleitorado em 2026: 83,8 milhões aptas a votar contra 74,8 milhões de homens; dados foram publicados em 4 de setembro.
O número de mulheres candidatas à Câmara caiu de 3.717 em 2022 para 2.820 em 2026 — 897 a menos, queda de 24% — e elas passam a representar 36,7% do total de candidaturas, ante 35% em 2022.
No Congresso, mulheres ocupam 103 das 594 cadeiras: 88 deputadas entre 513 membros da Câmara e 15 senadoras entre 81 do Senado, totalizando 17,3% dos parlamentares.
Levantamento atualizado em 4 de setembro registra a queda nas candidaturas femininas; o estudo do Instituto Esfera e a pesquisadora Daniela Matos apontam acesso limitado a recursos partidários, barreiras culturais e divisão desigual do trabalho doméstico como obstáculos.
A legislação eleitoral exige que partidos e federações garantam pelo menos 30% das candidaturas para cada gênero nas disputas a deputado federal, estadual e distrital; o repasse de recursos públicos às candidaturas femininas deve acompanhar essa proporção mínima.
A Lei 14.192/2021 tipifica a violência política contra mulheres como crime e prevê medidas de prevenção e combate; o Tribunal anunciou uma ação para 22 de setembro com protocolo, treinamento e painel público sobre o tema.
As regras de 2026 permitem usar recursos do Fundo Eleitoral para contratar segurança para candidatas sem contar esse gasto no cálculo do percentual mínimo destinado às campanhas femininas.
O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro; além das vagas da Câmara, estarão em disputa duas das três vagas do Senado por estado e no Distrito Federal, quando se saberá quantas mulheres ocuparão as cadeiras na próxima legislatura.