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Novo Nordisk oferece Wegovy 59% mais barato; governo promete canetas gratuitas pelo SUS

Oferta da farmacêutica foi submetida à Conitec em maio; anúncio do Ministério da Saúde não traz data nem orçamento

Redação POLITICA.SP22 de set. de 2026 · 10h312 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Novo Nordisk oferece Wegovy 59% mais barato; governo promete canetas gratuitas pelo SUS
Andrej Jakobčič (CC BY-SA 3.0) via Wikimedia Commons

A Novo Nordisk propôs vender Wegovy com desconto de 59% ao governo, enquanto o Ministério da Saúde anunciou a oferta gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS.

A proposta da Novo foi submetida à Conitec em maio; a decisão da comissão definirá prazo e custo da incorporação ao SUS.

A oferta da Novo limita o Wegovy a adultos a partir de 45 anos com IMC entre 30 e 40, sem diabetes e com histórico de infarto, segundo comunicado de junho; a empresa estima 60 milhões de brasileiros com obesidade.

O anúncio do ministério em 17 de junho incluiu análogos de GLP‑1 (semaglutida, liraglutida e tirzepatida) mas não trouxe data de incorporação, regra de compra, volumes, preços ou cronograma nacional de aquisição.

Em avaliação anterior, a Conitec estimou custo superior a R$ 8 bilhões para incorporar semaglutida e liraglutida ao SUS; o ministério não atualizou esse cálculo após queda de preços no varejo.

Na Drogasil, a caneta Wegovy 1 mg era vendida por R$ 999 nesta segunda (21), preço com desconto de laboratório de 24% sobre R$ 1.314,38; aplicado sobre o valor cheio, o desconto de 59% levaria a caneta a R$ 538,90.

O preço de R$ 538,90 ficaria 16% acima do Ozivy (EMS) e do Semavy (Hypera), vendidos por R$ 464,81 na mesma rede; as versões nacionais chegaram após expiração da patente da semaglutida em março.

A Novo cita o estudo SELECT, que acompanhou 17.604 adultos por cerca de três anos e meio e, segundo a empresa, mostrou redução de 20% no risco combinado de morte cardiovascular, infarto e AVC com semaglutida 2,4 mg em pacientes com sobrepeso ou obesidade sem diabetes.

"Essa intervenção médica é crucial para evitar que o paciente infartado volte a ocupar um leito de UTI", disse Leonardo Bia, vice‑presidente de assuntos corporativos da Novo Nordisk no Brasil.

Acompanhar evidências científicas pela Conitec e definir critérios clínicos e condições de compra são os próximos passos para qualquer incorporação ao SUS.