OEA aprova resolução exigindo que Nicarágua liberte presos políticos
Documento, votado nesta sexta (2), cria grupo para verificar cumprimento de demandas como divulgação de desaparecidos e condições para eleições justas

A Organização dos Estados Americanos aprovou nesta sexta (2) resolução que exige que o governo de Daniel Ortega restabeleça liberdades civis e solte presos políticos.
O texto prevê a criação de um grupo de acompanhamento para checar se a Nicarágua cumpriu demandas como divulgar o paradeiro de desaparecidos e criar condições para eleições justas.
A reunião extraordinária da OEA ocorreu em Washington e foi convocada a pedido do governo dos Estados Unidos; somente sete dos 32 participantes enviaram seus ministros das Relações Exteriores, o restante foi representado por vice-ministros ou embaixadores.
O Brasil apoiou a resolução, mas acrescentou nota afastando qualquer tentativa de caracterizar a situação na Nicarágua como ameaça à paz e segurança regionais, atribuição do Conselho de Segurança da ONU.
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, disse que “a ditadura põe em risco a paz e a segurança do nosso hemisfério” durante a reunião em Washington.
Daniel Ortega é presidente da Nicarágua desde 2007; ele restringiu fortemente liberdades civis após os protestos de 2018, proibiu a participação da oposição em eleições no mês passado e, desde fevereiro de 2025, tornou Rosario Murillo copresidente.
A Nicarágua se desligou da OEA em 2023, mantém acordos de cooperação com Rússia e China e é classificada como ditadura por Human Rights Watch e Anistia Internacional.
Próximo passo: o grupo de acompanhamento previsto na resolução começará a verificar o cumprimento das exigências da OEA sobre presos, desaparecidos e condições eleitorais.