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Olga Rudenko: eleições na Ucrânia só com acordo de paz ou cessar‑fogo estável

Pesquisa KIIS mostra 57% dos ucranianos só apoiam votos após paz; pleitos presidenciais e parlamentares seguem adiados.

Redação POLITICA.SP20 de set. de 2026 · 06h016 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Olga Rudenko: eleições na Ucrânia só com acordo de paz ou cessar‑fogo estável
Reprodução: www.poder360.com.br

Jornalista Olga Rudenko diz que eleições na Ucrânia só podem ocorrer após acordo de paz ou um cessar‑fogo estável.

Uma pesquisa do KIIS, realizada de 20 de julho a 3 de agosto, mostra: 57% querem eleições só após um acordo final de paz; 23% apoiam votos após um cessar‑fogo com garantias; 15% apoiam eleições imediatas.

As eleições parlamentares deveriam ter ocorrido há cerca de 2 anos e meio e as presidenciais há 2 anos; ambos os pleitos foram adiados por tempo indeterminado porque a Constituição proíbe eleições durante a vigência da lei marcial, e Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro) continua no cargo.

A Ucrânia é república semipresidencialista; mandatos de 5 anos para todos os cargos; o presidente pode ser reeleito uma vez de forma consecutiva; a Verkhovna Rada tem 450 membros; o voto é facultativo para maiores de 18 anos.

O ex‑ministro da Defesa Mykhailo Fedorov pediu eleições em agosto, afirmando que o país enfrenta uma “crise sistêmica de governança”; Fedorov foi demitido em julho por Zelensky, seis meses após assumir a pasta, com o motivo apontado de “incapacidade de trabalhar em sincronia com as Forças Armadas”, e sua demissão provocou protestos.

Em 23 de agosto, Zelensky disse que “as eleições neste momento são um tsunami para o Estado, que vai dividir a Ucrânia”, e afirmou que sua estratégia é conduzir o país ao fim da guerra e preservar um Estado independente e soberano.

Outra pesquisa do KIIS, de 21 de agosto a 10 de setembro, indica que 54% dos ucranianos confiam em Zelensky e 41% não confiam; levantamento do canal Keshet 12, em julho de 2026, mostrou 38% de confiança em Benjamin Netanyahu e 60% de desconfiança.

"Na maior parte do tempo, o consenso tem sido de que precisamos de um acordo de paz ou, no mínimo, de um cessar‑fogo estável para que uma eleição ocorra", afirmou Olga Rudenko, que também alerta que a ausência temporária de eleições exige fiscalização rigorosa sobre quem governa.