Padilha: mudanças climáticas são crise de saúde pública
Ministro diz ser urgente adaptar sistemas de saúde; OMS estima 1 em 4 mortes relacionadas ao clima.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que as mudanças climáticas figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo.
A consequência imediata é que a Organização Mundial da Saúde prevê que uma em cada quatro mortes registradas globalmente está relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas.
Padilha falou em coletiva e pediu adaptação urgente dos sistemas de saúde para enfrentar o problema; ele citou impactos como o aumento de dengue e de doenças crônicas por ondas de calor extremo.
O ministro citou o Reino Unido como exemplo onde já se registra presença do mosquito Aedes aegypti, e alertou que a elevação da temperatura média pode favorecer a expansão do vetor para o Sul, inclusive para o Rio Grande do Sul, onde quase não havia casos da dengue.
Questionado sobre a preparação do ministério para eventos climáticos como as inundações que atingiram Porto Alegre e boa parte do Rio Grande do Sul em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado hoje do que naquela época.
O secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, afirmou: "Atingimos um El Niño muito forte, com a possibilidade de termos o mais forte da série histórica", e disse que os efeitos devem durar pelo menos até março de 2027.
1 em 4 mortes — proporção global relacionada às mudanças climáticas, segundo a OMS
março de 2027 — prazo mínimo em que os efeitos do El Niño devem persistir, segundo Nilton Pereira
Padilha pediu manutenção do estado de alerta e de vigilância em todas as regiões do país.