Patrocínios de apostas foram 7,9% das receitas da Série A em 2025
Casas de apostas aportaram R$ 1,14 bilhão; clubes e mercado reagiram à proibição governamental.

Patrocínios de casas de apostas somaram R$ 1,14 bilhão em 2025, representando 7,9% das receitas dos clubes da Série A.
O Flamengo estimou perdas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões em receitas para 2027 por causa da proibição governamental.
O São Paulo recebeu R$ 80 milhões da Superbet em 2025, equivalente a 7,48% de um faturamento de R$ 1,07 bilhão; a Superbet patrocina a camisa desde dezembro de 2023 e elevou o aporte para R$ 95 milhões em 2026.
O Santos recebeu R$ 51 milhões da 7k em 2025, cerca de 8% de receita dos R$ 573,6 milhões, e fechou contrato de R$ 35 milhões com a Novibet para 2026.
O Palmeiras assinou em janeiro de 2025 com a Sportingbet um contrato de R$ 120 milhões anuais, que equivaleram a 6,93% dos R$ 1,73 bilhão arrecadados naquele exercício.
O mercado de apostas foi regulamentado pela Lei nº 14.790, sancionada no fim de 2023; antes da nova medida provisória, 85 empresas atuavam no ambiente regulado após pagamento de R$ 30 milhões por autorização válida por cinco anos.
A arrecadação dos 20 clubes do Brasileirão de 2025 foi de R$ 14,9 bilhões, alta de 33% sobre 2024, e o endividamento dos clubes chegou a R$ 14,3 bilhões, avanço de 46% entre 2021 e 2025.
Pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que 75% dos brasileiros apoiam a proibição das apostas, enquanto 17% se declararam contrários.
Em entrevista à CNN Brasil, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, afirmou: "A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria".
Empresas de apostas planejam recorrer à Justiça contra a medida provisória que proíbe patrocínios, e clubes já se manifestaram contra restrições quando o governo discutia limitar apenas cassinos online.