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Plataformas de apostas dizem que vão à Justiça se governo proibir operação

IBJR promete ações por devolução de outorgas (R$ 2,5 bi) e ressarcimento de investimentos caso ocorra veto ou restrição

Redação POLITICA.SP25 de set. de 2026 · 16h320 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Plataformas de apostas dizem que vão à Justiça se governo proibir operação
Depicklator on Scratch (CC BY-SA 2.0) via Wikimedia Commons

Plataformas de apostas esportivas vão recorrer à Justiça se o governo federal proibir ou restringir a atividade no Brasil, disse Carlos Lima, presidente do IBJR.

O setor exige devolução das outorgas pagas à União e ressarcimento dos investimentos feitos em contratação, publicidade, tecnologia e estrutura; estima que valores em disputa podem chegar a dezenas de bilhões de reais.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia proibir plataformas ou modalidades on-line, como o “jogo do tigrinho” e o Aviator, ou adotar restrições parciais às operações.

As apostas de quota fixa foram regulamentadas em 2023; em 2026 o governo ampliou mecanismos contra operações irregulares e, em junho, publicou decreto que regulamentou o bloqueio de contas de operadores ilegais e procedimentos para eventual perdimento de valores em favor da União.

O IBJR afirma que uma proibição total ou parcial criaria insegurança jurídica para empresas que investiram após a regulamentação e que uma interrupção antecipada poderia gerar pedidos de indenização na Justiça.

R$ 2,5 bilhões — arrecadação da União com outorgas desde a regulamentação

R$ 30 milhões — custo de cada autorização

5 anos — validade de cada autorização

Dezenas de bilhões — estimativa do setor sobre valores em disputa, dependendo do alcance da proibição

"Uma interrupção antecipada das operações poderia gerar pedidos de indenização na Justiça", disse Carlos Lima, presidente do IBJR.

O próximo passo do setor é entrar com ações judiciais pedindo devolução das outorgas e ressarcimento dos investimentos caso o governo edite veto ou restrição às plataformas.