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Porto de Santos: quase 187 milhões de toneladas e pressão sobre a cidade

Crescimento registra ~6 milhões de contêineres e 5.700 navios; fluxo de caminhões cria gargalos e expõe falta de infraestrutura

PRedação Política.SP19 de out. de 2026, 02h31· 6 acessos
Porto de Santos: quase 187 milhões de toneladas e pressão sobre a cidade
Reprodução: brasilcaminhoneiro.com.br

Porto de Santos movimentou quase 187 milhões de toneladas, cerca de 6 milhões de contêineres e 5.700 navios, pressionando a infraestrutura da Baixada Santista.

Mais de 14 mil caminhões circulam diariamente na Avenida Perimetral e na Alemoa, causando congestionamentos que exigem melhoria dos acessos portuários.

A professora Maria Cristina Gontijo, coordenadora do Núcleo de Estudos Portuários, Marítimos e Territoriais, apresentou experiências sobre integração porto–cidade em um congresso na Espanha.

Pesquisadores usam sensores e modelos de previsão de marés, ondas, ventos e chuvas para antecipar ressacas, planejar manobras de navios e agendar chegada de caminhões, em parcerias com Defesa Civil, Prefeitura de Santos e a praticagem.

Representantes do setor de transportes defendem a implantação de um pátio regulador em Cubatão, na região da Ilha do Tatu, com estacionamento e áreas de descanso para caminhoneiros, em respeito ao meio ambiente.

Motoristas relatam falta de estacionamentos adequados, banheiros, restaurantes e segurança; muitos enfrentam longas filas, perda de tempo, dificuldade para parar perto dos terminais e risco de multas.

Problemas citados incluem organização logística, carregamento de veículos e aplicação do piso mínimo de frete; a solução exige integração de rodovias, ferrovias, terminais e transportadoras.

Investir em infraestrutura, tecnologia, planejamento urbano e em condições dignas para caminhoneiros é apresentado como condição para fortalecer a competitividade brasileira e promover desenvolvimento sustentável.

Defensores do setor apontam a implantação do pátio regulador em Cubatão como próximo passo concreto para reduzir filas e melhorar a logística portuária.

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