Praia fechada tem custo: Itaguá perdeu milhões por poluição
Ubatuba estimou 4 milhões de turistas entre dezembro e março; pontos do Itaguá ficaram impróprios por semanas em 2025

Placa vermelha da Cetesb no Itaguá impede banho e afasta famílias em dias de sol em Ubatuba.
Se cada um dos 4 milhões de visitantes projetados pela Secretaria de Turismo entre dezembro e março gastasse R$200 num dia, circulariam R$800 milhões na economia local.
A Secretaria de Turismo de Ubatuba projetou cerca de 4 milhões de visitantes entre dezembro e março; a cidade tem aproximadamente 98 mil moradores; pesquisa mostrou que 68% dos turistas citam praias como principal atrativo e a maioria gasta entre R$100 e R$300 por dia.
Em 2025, um ponto do Itaguá ficou impróprio para banho em 51 das 52 semanas monitoradas pela Cetesb; outro ponto do mesmo Itaguá, em 41 semanas; a foz do rio Itamambuca, em 34 semanas.
Se o Itaguá atraísse 1% do fluxo da temporada, seriam 40 mil visitas e R$8 milhões por verão; mantendo as condições por dez anos, seriam R$80 milhões de potencial movimentação.
Boa parte da poluição vem antes do mar: esgoto sem tratamento, ocupação irregular e chuva que leva contaminantes aos rios e desembocaduras.
Tratar rios e saneamento transforma bandeira vermelha da Cetesb em investimento com retorno econômico; enquadrar balneabilidade na planilha fiscal torna a limpeza prioridade.