Prefeito de Santa Isabel exige rápida descentralização do SAMU regional
Carlos Chinchilla diz que cidade investiu R$ 400 mil em ambulância e pede início imediato da operação para reduzir tempo-resposta

O prefeito e médico Carlos Chinchilla (Podemos) cobra agilidade da direção do Cresamu na descentralização do SAMU 192 regional para Santa Isabel.
A cidade investiu R$ 400 mil em uma ambulância enviada ao consórcio para adesivagem e quer a viatura devolvida e em operação na base local.
O Cresamu reúne Arujá, Biritiba Mirim, Guararema, Mogi das Cruzes, Salesópolis e Santa Isabel; foi criado há cerca de 15 anos e tem sede em Mogi das Cruzes.
O diretor do consórcio é o médico Luiz Bot, que também é secretário adjunto de Saúde em Mogi das Cruzes, função que, segundo Chinchilla, complica decisões em favor de municípios menores.
Chinchilla afirma que Santa Isabel tem mais de 250 quilômetros de território, uma ambulância de suporte básico local e que o deslocamento de suporte avançado pode levar mais de uma hora.
Ele propôs a implantação de uma ambulância de suporte nível médio para atuar em Santa Isabel, Guararema e parte de Mogi das Cruzes; a proposta começou a ser debatida em abril.
"É inadmissível que essa situação que começou a ser debatida no consórcio em abril ainda esteja sem uma definição da direção do Cresamu", disse Chinchilla.
A assessoria do Cresamu afirma que a estrutura atual segue orientações do Ministério da Saúde e que a ampliação da cobertura vem sendo discutida pelos municípios consorciados.
O consórcio informa que o custeio de novas bases, equipes ou ambulâncias será repassado diretamente aos municípios, que já gastam acima do limite constitucional de 15%.
Atualmente o SAMU 192 Regional tem nove bases descentralizadas e uma Central de Regulação Médica; Mogi das Cruzes abriga três bases descentralizadas e a central.
A estrutura conta com dez equipes de Suporte Básico de Vida e duas equipes de Suporte Avançado de Vida; duas equipes de suporte avançado e duas básicas permanecem na base central em Mogi das Cruzes.
Havia um projeto deliberado para quatro novas equipes de Suporte Básico de Vida, motivado pelo aumento do tempo-resposta de 20 para 40 minutos, mas a implementação foi suspensa por falta de consenso entre os municípios.
Ficou acordada a elaboração de um estudo para aquisição das quatro viaturas inicialmente previstas, para viabilizar a configuração original e ampliar a capacidade operacional do serviço.