Presidenciáveis defendem modernização do SUS; disputa é sobre participação privada
SBPC analisou 13 planos registrados no TSE e destaca propostas de prontuário eletrônico, IA, telemedicina e divergência sobre setor privado

Todos os 13 candidatos à Presidência reconhecem a importância do SUS e apresentam propostas de expansão ou modernização.
A maior divergência entre as candidaturas é a participação da iniciativa privada nas políticas de Saúde, tema citado por vários presidenciáveis.
Escritor Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Leonardo Avalanche, Lula, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Zema defendem modernização do SUS; Cury, Bolsonaro, Santos, Avalanche e Zema enfatizam expansão da iniciativa privada.
Hertz Dias, Rui Costa Pimenta e Samara defendem um SUS 100% estatal e criticam a participação privada nas políticas de Saúde.
Edmilson Costa aproxima-se das políticas do governo 2023-2026, propondo integração das políticas de Saúde com políticas industriais e defesa do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).
Várias candidaturas propõem uso de inteligência artificial na triagem de pacientes, criação de prontuários eletrônicos nacionalmente conectados e ampliação da telemedicina.
A SBPC analisou os documentos entregues ao TSE como parte do Observatório das Eleições 2026 e encontrou propostas que atendem princípios de fortalecimento do SUS, mas com pouco aprofundamento técnico e dependência da iniciativa privada.
O caderno "Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos" reúne 117 propostas em sete eixos, com o sétimo eixo focado em Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância; o documento pede Plataforma Nacional Soberana de Dados em Saúde e aplicação integral da LGPD, lembrando que são dados de 170 milhões de usuários do SUS.
A SBPC defende ainda garantia de financiamento estável ao SUS e aos hospitais universitários federais, criação de um programa de Estado para biotecnologia em saúde com horizonte de 20 anos e meta de 70% de autossuficiência em insumos estratégicos.
Políticas voltadas à população idosa aparecem em planos de Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Leonardo Avalanche, Lula, Ronaldo Caiado, Samara e Zema, mas a SBPC nota falta de conexão com evidências e políticas científicas.