Programa de sensores para crianças com diabetes em Mogi gera questionamentos
Implantação será gradual; 14 crianças já foram avaliadas e a entrega dos sensores começa em 1º de outubro.

Programa de fornecimento de sensores para crianças com diabetes tipo 1 em Mogi gera questionamentos sobre quem será atendido.
Quatorze crianças já passaram por avaliações e exames; a disponibilização dos sensores a essas famílias começa em 1º de outubro.
Debora Polimeno, representante de um grupo de pessoas com diabetes tipo 1, afirma que em reunião de 26 de junho foi informado que o programa começaria entre agosto e setembro e atenderia inicialmente cerca de 110 crianças, de 2 a 12 anos, com fornecimento do sensor FreeStyle Libre 2 e apoio de recursos parlamentares.
A Prefeitura diz que o número de 110 representava o público potencial, que o atendimento será implantado gradualmente e que pacientes com convênio privado não serão prioritários; a administração também afirma que não pode direcionar contratação por marca e seguirá regras de impessoalidade e economicidade nas compras.
Sobre recursos citados, a Prefeitura afirma que R$ 350 mil atribuídos ao deputado estadual Jorge Caruso ainda não foram transferidos ao município; os R$ 500 mil vinculados ao deputado federal Baleia Rossi, segundo a Prefeitura, destinam‑se ao custeio da Média e Alta Complexidade em saúde — R$ 250 mil para outras ações e R$ 250 mil à Rede Alyne, para Pré‑Natal de Alto Risco.
A Lei Municipal nº 8.279/2025 autoriza o fornecimento de sensor medidor de glicose digital a pacientes com diabetes tipo 1 mediante prescrição médica; o programa prevê avaliação clínica, exames, acompanhamento multiprofissional, orientação às famílias e monitoramento dos resultados.
A Prefeitura afirma que a implantação será gradual, com ampliação progressiva do número de pacientes atendidos conforme a capacidade do município de garantir os equipamentos e a continuidade do acompanhamento.