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Programas de CT&I na Paraíba têm boas intenções, mas sem metas, orçamentos ou cronogramas

Análise da SBPC-PB compara planos de Cícero (MDB), Efraim (PL) e Lucas (PP) e aponta falta de concreção e fontes de financiamento.

Redação POLITICA.SP26 de set. de 2026 · 05h330 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Programas de CT&I na Paraíba têm boas intenções, mas sem metas, orçamentos ou cronogramas
Leonhard Lenz (CC0) via Wikimedia Commons

Programas de CT&I na Paraíba mostram propostas robustas em intenção, mas não trazem metas, orçamentos ou cronogramas claros.

A ausência desses elementos impede cobrança futura e torna inviável avaliar a viabilidade financeira das ações propostas por candidaturas.

Cícero Lucena (MDB) apresenta plano de 87 páginas que propõe Porto Digital Paraíba, Sistema Estadual de Inovação, Distritos Regionais de Inovação, a plataforma DataPB e Fundo Estadual de Inovação; o documento não especifica metas quantitativas, cronogramas ou fontes de financiamento.

Efraim Moraes (PL) tem plano de 19 páginas com foco em Governo Digital, política de uso responsável de IA, computação soberana e data center estadual; prevê polos regionais, compras públicas de inovação e bolsas para formação tecnológica, apresenta indicadores como número de novos negócios e empregos em tecnologia, mas omite custos, cronogramas e metas detalhadas.

Lucas Ribeiro (PP) traz plano de 32 páginas que consolida o CIQUANTA, fortalece o Complexo Científico do Sertão, mantém Programa Estadual de Bolsas de Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado, propõe Polo Estadual Farmoquímico e distritos industriais, e prevê capacitação de servidores; também não apresenta orçamento, cronograma ou indicadores claros.

A análise ressalta que algumas iniciativas já existem na Paraíba, como o CIQUANTA e o programa Conectando Startups — este último com R$ 10 milhões previstos em 2026, o que exige distinguir continuidade de propostas realmente novas.

As propostas dialogam parcialmente com compromissos do Caderno Vozes da Ciência sobre democratização do acesso à tecnologia, interiorização da inovação e uso de compras públicas, mas a falta de detalhamento enfraquece o comprometimento com ciência, democracia e soberania.

O Observatório das Eleições 2026 da SBPC coloca a ciência no debate eleitoral e aponta a necessidade de que candidatos apresentem metas, orçamentos e mecanismos de avaliação para garantir implementação efetiva das políticas de CT&I.

A comunidade científica e a sociedade civil devem cobrar dos futuros governantes a definição de metas, orçamentos anuais e cronogramas com fontes de financiamento.