Protestos estudantis fecham 735 colégios na França nesta sexta
Bloqueios, confrontos e incêndios deixaram presos, feridos e forçaram anúncio do governo para repor professores

Estudantes do ensino médio fecharam e bloquearam escolas em várias cidades da França nesta sexta (2.out).
O ministro da Educação, Édouard Geffray, disse que 735 das cerca de 3.700 escolas de ensino médio foram afetadas nesta sexta, queda de 30% em relação a quinta (1º.out).
As manifestações começaram na região de Paris em setembro e se espalharam pelo país; os estudantes pedem melhores condições, redução da carga horária e contratação de funcionários para substituir professores ausentes.
Houve confrontos com policiais, incêndios em entradas de colégios e episódios de violência contra professores, jornalistas e transeuntes.
Em La Ciotat, uma professora foi atingida com gasolina e agredida por duas pessoas; em Tours, um jovem perdeu a visão do olho direito após ferimento nos confrontos.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que 1.747 pessoas foram presas nesta sexta por lançamentos de objetos e agressões a agentes de segurança.
O governo anunciou um plano para acelerar a reposição de profissionais que não comparecem às aulas.
O movimento ocorre sete meses antes da eleição presidencial que escolherá o sucessor de Emmanuel Macron, que não poderá disputar terceiro mandato consecutivo.