Próximo governo precisará ajustar 2,5% do PIB para estabilizar a dívida
Ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman disse em live no dia 4.out.2026 que o ajuste exige mudanças em despesas obrigatórias, incluindo Previdência.

O próximo governo precisará de um ajuste fiscal de cerca de 2,5% do PIB para estabilizar a dívida pública, afirmou Alexandre Schwartsman em 4.out.2026.
Schwartsman disse que o ajuste exige mudança nas despesas obrigatórias, não apenas medidas de eficiência ou combate a supersalários.
O economista e ex-diretor do Banco Central falou durante uma live sobre a apuração do 1º turno das eleições de 2026 e afirmou: “A necessidade é premente”.
Ele avaliou que o governo deve terminar 2026 com déficit primário e precisará registrar superávit para interromper o avanço do endividamento.
Em “condições muito favoráveis”, Schwartsman estimou necessidade de superávil primário entre 2% e 2,5% do PIB para estabilizar a dívida.
O Tesouro Nacional projetou déficit primário de 0,4% do PIB em 2026 e de 0,1% em 2027, e alertou que medidas adicionais serão necessárias para cumprir metas fiscais.
Schwartsman citou temas que precisariam mudar: Previdência, regra de valorização do salário mínimo, vinculações e indexações do Orçamento.
Sobre Previdência, mencionou estudos que propõem elevar a idade mínima de aposentadoria dos atuais 65 para 67 anos, aproximando regras entre grupos.
Ele disse ser cético quanto a concentrar o ajuste numa única PEC da Transição, porque as despesas obrigatórias limitam cortes amplos por medida pontual.
2,5% do PIB — ajuste estimado necessário, segundo Schwartsman
2% a 2,5% do PIB — faixa de superávit primário apontada como suficiente em cenário favorável
0,4% do PIB — déficit primário projetado pelo Tesouro para 2026
0,1% do PIB — projeção do Tesouro para 2027
“A necessidade é premente”, declarou Schwartsman ao defender que cada ano sem ajuste aumenta a dificuldade fiscal.
O próximo presidente deve apresentar o conjunto de mudanças pretendidas e iniciar a discussão das propostas já em 2027, afirmou o economista.