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Quase R$600 milhões em dívidas travam o transporte metropolitano de SP

Três litígios — monotrilho cancelado, BRT atrasado e repasses retidos — somam R$335,4 mi, R$130,9 mi e R$119,5 mi.

Redação POLITICA.SP25 de set. de 2026 · 14h344 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Quase R$600 milhões em dívidas travam o transporte metropolitano de SP
Reprodução: revistaforum.com.br

Três disputas ligadas ao transporte metropolitano paulista somam perto de R$600 milhões em débitos e indenizações.

A maior indenização é de R$273,5 milhões na data-base de abril de 2023 (R$335,4 milhões ao assinar o acordo), relativa ao encerramento antecipado da PPP da Linha 18‑Bronze, com correção monetária até o pagamento.

A Linha 18‑Bronze foi lançada em 2014 como PPP de R$4,2 bilhões, com 15,7 km e 13 estações ligando São Paulo a São Caetano, São Bernardo e Santo André; o projeto foi cancelado em 2019 e substituído por um corredor de ônibus.

A concessionária VEM ABC havia pedido R$2,4 bilhões em arbitragem na Câmara de Comércio Brasil‑Canadá em outubro de 2020; o acordo que encerrou a disputa saiu no Diário Oficial em 15 de maio de 2025.

O substituto, o BRT‑ABC, deveria operar em 2023 e hoje tem cerca de 60% das obras concluídas; a Artesp calculou em deliberação de 20 de março (publicada em 23 de março) um desequilíbrio de R$130,9 milhões, com correção desde dezembro de 2020.

A concessionária Next Mobilidade contesta o cálculo e a decisão é parcial; o governador já admitiu declarar a caducidade do contrato.

O terceiro caso é retenção de repasses do Consórcio Metropolitano de Transporte ao Metrô e à CPTM após a troca do Cartão BOM pelo TOP em 2022; Metrô e CPTM cobram R$119,5 milhões na Justiça por retenção que classificam como ilegal.

Os três valores estão em deliberações da Artesp, no Diário Oficial e em ações movidas pelo Metrô e pela CPTM; parte da indenização do monotrilho já está em pagamento com correção monetária.

A greve de 4 de agosto que parou as linhas 11‑Coral, 12‑Safira e 13‑Jade começou em julho, após a Trivia Trens assumir as linhas e um curto‑circuito incendiar um vagão próximo ao Brás; a CPTM reassumiu a operação por até 90 dias.

Ferroviários afirmam que pouco mais de 10% do efetivo das linhas concedidas foi absorvido pela concessionária e pediram garantia formal de manutenção de empregos — sem acordo, houve paralisação e longas esperas para passageiros.

Próximo passo: Metrô e CPTM mantêm ações judiciais sobre os R$119,5 milhões; administrativamente, a disputa do BRT segue na Artesp; pagamentos da indenização da Linha 18 continuam sendo feitos com correção monetária.