Regras do acordo Mercosul‑Efta entram em vigor na Noruega em 1º.nov.2026
O tratado foi promulgado após aprovação no Congresso em junho; Suíça e Liechtenstein ainda não têm data de vigência.

As novas regras tarifárias do acordo de livre comércio entre Mercosul e Efta passam a vigorar na Noruega neste domingo, 1º.nov.2026.
Suíça e Liechtenstein ainda não têm data definida para aplicar o acordo; Noruega e Suíça concentram 99% das importações brasileiras do Efta e 94% das exportações.
O texto foi promulgado no Brasil depois de aprovação no Congresso Nacional, em junho; o Efta reúne Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein.
De janeiro a setembro de 2026, a balança comercial Brasil–Noruega registrou US$ 1,7 bilhão, com superávit brasileiro de US$ 290,6 milhões; o Ministério do Desenvolvimento diz que a Noruega ocupa a 45ª posição no ranking de exportações brasileiras.
O acordo já vigora entre Mercosul e Islândia desde 1º.outubro. As negociações do ALC começaram em junho de 2017, em Buenos Aires, e foram concluídas após 14 rodadas, em setembro de 2025.
O documento cobre comércio de bens e serviços, investimentos, compras governamentais, concorrência, regras de origem, defesa comercial, medidas sanitárias e fitossanitárias e barreiras técnicas.
O texto também prevê regras para investimentos em bens e serviços, reconhecimento de indicações geográficas, compromissos sobre propriedade intelectual e disposições sobre desenvolvimento sustentável, com foco em meio ambiente, biodiversidade e direitos humanos.
US$ 1,7 bi — balança comercial Brasil–Noruega (jan–set 2026)
US$ 290,6 mi — superávit brasileiro com a Noruega (jan–set 2026)
99% — parcela das importações brasileiras do Efta concentrada na Suíça e na Noruega
94% — parcela das exportações brasileiras ao Efta concentrada na Suíça e na Noruega
Quase 300 milhões — população coberta pela zona de livre comércio criada pelo acordo
Mais de US$ 4,3 trilhões — PIB agregado da zona de livre comércio
Os cinco Estados brasileiros que mais exportam para países do Efta são Pará (US$ 1,7 bi), Minas Gerais (US$ 1 bi), Paraná (US$ 279,2 mi), São Paulo (US$ 238,5 mi) e Mato Grosso (US$ 112,5 mi).
A vigência na Suíça e em Liechtenstein depende de datas que ainda serão definidas pelas partes; até lá, o acordo não estará plenamente aplicado entre todos os membros.