Renan Santos diz não acreditar que homens matem mulheres só por serem mulheres
Durante sabatina nesta quarta, 16, o candidato afirmou reconhecer feminicídios, mas atribuiu-os a relações abusivas e criticou políticas segmentadas

Renan Santos afirmou nesta quarta, 16, que não acredita que homens cometam feminicídio dizendo “eu odeio ela porque ela é mulher”.
Ele disse que a maioria dos casos ocorre em relações abusivas, envolvendo “um homem violento e abusivo” que mata esposa, namorada ou companheira.
O candidato do partido Missão afirmou ser contrário a “políticas identitárias” e declarou que pretende acabar com cotas e reparações sociais voltadas a grupos específicos.
“Eu considero que elas são políticas de desagregação social e de guerra política baseada em identidades. Portanto, eu acho que elas têm que acabar”, afirmou durante a sabatina.
Renan afirmou que políticas públicas devem ser universais, beneficiando especialmente mulheres negras e pobres sem serem apresentadas como segmentadas: “Eu não vou fazer políticas segmentadas”.
Ele rejeitou o projeto que criminaliza a misoginia, dizendo que a medida produziria “censura online de maneira discricionária” e daria poder ao Ministério Público para perseguir afetos políticos.
Segundo Renan, o combate à violência contra a mulher deve passar pela capacidade do Estado de identificar e punir agressores e assassinos, e sua proposta prevê metas para municípios e Estados dentro de uma Lei de Responsabilidade Gerencial.
Questionado sobre a fala anterior em que disse ser machista, ele chamou a declaração de “uma piada” feita para provocar debate sobre a ausência paterna em famílias pobres.
“Eu acredito na família nuclear e eu acredito no pai presente”, declarou, defendendo recuperar a figura do “bom pai”, do “bom tio” e do “bom avô”.