Renan Santos diz que EUA não têm "moral" e defende bomba atômica brasileira
Em sabatina no VEJA em Foco, o candidato do Missão ligou soberania ao combate às facções e ao desenvolvimento nuclear a longo prazo

Renan Santos, candidato do Partido/Missão à Presidência, afirmou nesta sabatina no VEJA em Foco que os Estados Unidos não têm “muita moral para falar” sobre o combate ao tráfico e defendeu que o Brasil desenvolva capacidade nuclear.
O candidato estabeleceu prazo longo: disse que o projeto nuclear poderia começar a ser estruturado ao longo de uma década e se estender por dez a vinte anos.
A fala ocorreu no programa apresentado por Marcela Rahal, com participação dos editores José Benedito da Silva e Diogo Schelp; Renan conectou a questão das facções criminosas à soberania nacional após críticas de Donald Trump ao Brasil por suposta falha contra PCC e Comando Vermelho.
Renan afirmou ver “com muita, muita, muita preocupação” a atuação dos EUA no tema, rejeitou que Washington projete poder sobre a América Latina e lembrou que os Estados Unidos são o maior mercado consumidor de drogas do mundo.
Sobre enfrentamento às facções, propôs controle de fronteiras, combate à movimentação financeira das organizações, atuação nos portos e acordos de cooperação internacional, com coordenação do governo federal, Polícia Federal, Forças Armadas, governos estaduais e estruturas de inteligência.
Ele disse que o desenvolvimento de capacidade nuclear deve integrar um projeto amplo de soberania e reconstrução da indústria bélica, relacionando a arma a projeção do Brasil como potência diante de uma “nova Guerra Fria”.
Renan afirmou: “Não existe para isso que é potência sem bomba atômica”.