Renan Santos propõe usar FGTS como poupança para aposentadoria
Proposta faz parte de reforma da Previdência com três pilares: renda mínima, repartição e capitalização via FGTS

Renan Santos quer permitir que trabalhadores acumulem saldo do FGTS para financiar a própria aposentadoria.
A proposta integra uma reforma da Previdência com três pilares: renda mínima para idosos, repartição com trabalhadores ativos financiando aposentados e capitalização com uso do FGTS.
O pilar de repartição teria teto de cerca de R$ 4.000 a R$ 5.000 para benefícios.
Kim Kataguiri, porta-voz econômico da campanha, apresentou a proposta no videocast C-Level às jornalistas Adriana Fernandes, Idiana Tomazelli e Mariana Carneiro.
“Quando o trabalhador for demitido, o seguro-desemprego será pago com os recursos do FGTS. E quando se aposentar, tudo que capitalizou no FGTS receberá com a aposentadoria”, disse Kim.
Os cálculos do modelo de capitalização estão sendo feitos pelo professor Hélio Zylberstajn, da USP; Kim não informou a alíquota nem as regras de transição.
A campanha também propõe aumento automático da idade mínima para aposentadoria conforme a expectativa de vida.
A plataforma econômica prevê revisar benefícios tributários que somam R$ 200 bilhões por ano e cortar R$ 38 bilhões anuais, excluindo Simples Nacional e MEI.
A Zona Franca de Manaus está entre os benefícios a ser revista; Kim defendeu o fim do modelo, com transição para evitar perda imediata de empregos, e disse: “Quando falo acabar com a Zona Franca é de fato acabar”.
Kim sugeriu que Manaus direcione atividades para biotecnologia e biomedicina, em vez de concentrar incentivos no setor automotivo e de bebidas.
R$ 4.000–R$ 5.000 — teto proposto para benefícios na repartição
R$ 200 bilhões — total em benefícios tributários revisados
R$ 38 bilhões — corte anual alvo