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Representante de Zema chama judicialização da saúde de “fracasso do gestor”

Bernardo Ramos defende protocolos claros, diz que judicialização reduz a previsibilidade e apresenta metas da campanha para o setor

Redação POLITICA.SP24 de set. de 2026 · 11h023 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Representante de Zema chama judicialização da saúde de “fracasso do gestor”
Reprodução: www.poder360.com.br

Bernardo Ramos, representante da candidatura de Romeu Zema (Novo), afirmou nesta 5ª (24.set.2026) que a judicialização da saúde é “sintoma do fracasso do gestor”.

Ele disse que a judicialização reduz a previsibilidade do gestor e dificulta o planejamento de compras e a organização do atendimento aos pacientes.

Ramos falou durante o Fórum Saúde, Diálogo e Desenvolvimento – A Indústria da Saúde na Agenda Presidencial, em São Paulo, e afirmou que falhas de gestão e subfinanciamento do SUS levam pacientes a recorrer à Justiça.

“O que tem que ser combatido é a judicialização, mas combatido de forma adequada”, disse Ramos, defendendo protocolos claros e transparentes para medicamentos incorporados e não incorporados.

Ramos afirmou que pacientes que recorrem à Justiça podem ser priorizados em relação a outros com maior urgência, distorcendo a fila de atendimento.

Como exemplo de redução da judicialização, Ramos citou a experiência de Minas Gerais durante a gestão do ex-governador Romeu Zema, e disse que políticas implementadas ali nos últimos 8 anos podem ser replicadas nacionalmente.

Ramos defendeu fortalecer a atenção primária, incentivar o autocuidado e alinhar emendas parlamentares ao planejamento dos governos para melhorar a alocação de recursos.

Metas apresentadas pela candidatura:

reduzir pela metade a fila de cirurgias eletivas do SUS nos primeiros 4 anos de mandato

implementar o prontuário eletrônico nacional até 2028

cortar pela metade o tempo de registro na Anvisa em 2 anos

garantir Farmácia Popular em todos os municípios ao fim do mandato

Sobre os primeiros 100 dias, Ramos afirmou que o período servirá para diagnosticar a situação dos sistemas de saúde antes de definir metas numéricas, e que daí virão medidas como contratação de profissionais e redução de burocracia.