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Repsol Sinopec: imposto de 10% sobre dividendos pode frear investimentos

Deputy CFO alertou que a alíquota, somada à carga interna de 34%, reduz a atratividade de projetos de longo prazo no Brasil

Redação POLITICA.SP24 de set. de 2026 · 18h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Repsol Sinopec: imposto de 10% sobre dividendos pode frear investimentos
Reprodução: www.poder360.com.br

Repsol Sinopec diz que imposto de 10% sobre dividendos pode comprometer novos investimentos no Brasil.

A alíquota de 10%, somada à taxa interna de 34%, reduz a rentabilidade e pode levar acionistas internacionais a realocar recursos para outros países.

Gilberta Lucchesi, deputy CFO da Repsol Sinopec Brasil, fez a declaração nesta 5ª feira (24.set.2026) no ROG.e, evento de energia no Rio de Janeiro promovido pelo IBP; a tributação de 10% sobre dividendos remessas ao exterior vigora desde janeiro de 2026.

Lucchesi citou também mudanças tributárias recentes que aumentam a incerteza para projetos de longo prazo, como o imposto de exportação de petróleo; a alíquota de 12% sobre óleo bruto foi prorrogada pelo Gecex por 60 dias a partir de 8 de setembro.

A executiva ressaltou o volume já comprometido pela companhia no Brasil: o projeto de gás Raia, na Bacia de Campos, tem investimento total de cerca de US$ 9,2 bilhões, dos quais a Repsol Sinopec responde por aproximadamente US$ 3,2 bilhões; a Repsol tem 35% do empreendimento, a Equinor, operadora, 35%, e a Petrobras 30%.

Raia deve começar a produzir em 2028; a área foi adquirida em rodada de licitação em 2005, as descobertas ocorreram em 2010 e a decisão final de investimento (FID) saiu em 2023, ponto que Lucchesi usou para pedir estabilidade jurídica e previsibilidade tributária.

"No Brasil, temos uma taxa de imposto interna de 34%. Então, ter essa taxa de imposto interna de 34% mais 10% de imposto sobre dividendos pode comprometer os investimentos futuros", declarou Gilberta Lucchesi no evento ROG.e.