Republicanos aumentam gastos para tentar segurar Congresso a cinco semanas da eleição
Partido direciona milhões a batalhas no Texas, Ohio, Iowa e Alasca enquanto 22 distritos já são 'tossups'.

Republicanos ampliaram desembolsos para tentar preservar cadeiras no Congresso a cinco semanas da eleição de 3 de novembro.
O Comitê Nacional Republicano do Senado (NRSC) pediu US$ 7,7 milhões para Iowa e Ohio e mais US$ 1,2 milhão para o Alasca; grupos republicanos também alocaram dezenas de milhões no Texas e Nebraska.
O Cook Political Report revisou 15 disputas e elevou para 22 o número de distritos classificados como "tossups": 16 atualmente republicanos e seis democratas; Carolina do Norte, Texas e Flórida viraram tossups.
Quatro cadeiras republicanas no Arizona, Califórnia, Nebraska e Nova Jersey passaram a ter vantagem democrata; nos três primeiros os deputados republicanos não concorrem à reeleição; em Nova Jersey, Thomas Kean Jr. tenta manter o mandato.
No Senado, republicanos intensificaram atenção em Iowa, Ohio, Nebraska, Kansas e Alasca; em Nebraska um grupo ligado ao principal super PAC republicano para o Senado já destinou quase US$ 10 milhões à disputa.
No Texas, o Senate Leadership Fund reservou US$ 125 milhões em publicidade e o MAGA Inc. destinou US$ 20 milhões; estimativas internas apontam custo total texano que pode chegar a US$ 200 milhões.
Dados da AdImpact mostram republicanos reservaram US$ 51,9 milhões para anúncios de TV e rádio no Texas e Ohio esta semana, contra US$ 10,2 milhões dos democratas; na Carolina do Norte e na Geórgia os democratas planejam gastar quase US$ 6 milhões e US$ 4,2 milhões, respectivamente, enquanto republicanos reservaram US$ 3,7 milhões e US$ 3,1 milhões.
No Texas, o democrata James Talarico enfrenta o republicano Ken Paxton no Senado; analistas citam a necessidade de mobilização do eleitorado negro — o estado tem cerca de 2,7 milhões de eleitores negros, segundo o Pew Research Center — para viabilizar uma vitória democrata.
A economia e a guerra contra o Irã pesam na reta final: o preço médio do galão de gasolina chegou a US$ 4,48 no domingo (27/09), quase US$ 0,40 acima de um mês antes, e uma pesquisa mostrou que 66% dos eleitores desaprovam a condução do conflito, com aprovação presidencial em 32%.
A votação será em 3 de novembro e definirá o controle da Câmara dos Representantes e do Senado para os dois últimos anos do governo atual.