Republicanos pressionam Trump para encerrar guerra com o Irã antes de 3 de novembro
Ao menos 17 republicanos, incluindo candidatos e deputados de distritos disputados, passaram a pedir fim das operações militares.

Republicanos pressionam o presidente Donald Trump a encerrar a guerra com o Irã antes das eleições de 3 de novembro.
A mudança tem efeito direto nas campanhas: 17 republicanos identificados até 25/09 pedem limitar os poderes de guerra ou o fim das operações, numa semana decisiva a menos de seis semanas do pleito.
Quem mudou: os deputados Zach Nunn e Mariannette Miller-Meeks, de Iowa, votaram em 15 de setembro por uma resolução que buscava restringir a capacidade de Trump de manter operações sem autorização do Congresso.
Outros nomes que pediram fim do conflito incluem o deputado Tom Barrett (Michigan), o candidato ao Senado Mike Rogers (Michigan), a candidata Ashley Hinson (Iowa), o candidato ao governo Tom Tiffany (Wisconsin) e o republicano John Husted (Ohio).
Alguns apoiaram antes a ofensiva; Nunn disse que operações de combate sustentadas agora exigem autorização do Congresso, e Miller-Meeks pediu que o presidente apresente um plano para encerrar o conflito e relacionou a permanência das tropas ao aumento dos gastos com combustíveis.
Mesmo com essas pressões, a maioria republicana na Câmara rejeitou a resolução de 15 de setembro, mantendo apoio majoritário à condução da guerra pelo presidente.
Pesquisas de 21/09 registraram aprovação de 34% para os ataques contra o Irã, aprovação geral de 32% para Trump e vantagem de 43% a 35% dos democratas sobre os republicanos na preferência de eleitores registrados para as eleições legislativas.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, reconheceu em agosto que resolver a guerra antes da votação seria politicamente conveniente para o partido, enquanto Trump afirmou em evento do Partido Republicano, em setembro, que a guerra acabaria "muito pouco tempo depois da eleição".
Próximo passo: o Congresso pode votar novas restrições aos poderes de guerra antes de 3 de novembro, e campanhas estaduais e para o Senado continuam a ajustar posições sobre o conflito.