Eleições

Riedel (PP) reeleito em MS com 67% — maior votação da história

Alianças uniram a direita: adversários de 2022 foram incorporados ao projeto liderado por Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.

PRedação Política.SP18 de out. de 2026, 11h31
Riedel (PP) reeleito em MS com 67% — maior votação da história
Reprodução: www.nexojornal.com.br

Reeleição de Eduardo Riedel (PP) em Mato Grosso do Sul foi confirmada com 67% dos votos válidos.

Foi a maior votação da história do estado; em 2022 Riedel alcançara apenas 25% no primeiro turno e virou no segundo.

Capitão Contar (PL), adversário de 2022, tornou-se aliado e foi eleito senador pelo PL, partido liderado por Reinaldo Azambuja; Azambuja foi eleito para o Senado em 2026. André Puccinelli (MDB), terceiro em 2022, apoiou Riedel em 2026 e disputou vaga na Assembleia Legislativa, ficando como único deputado estadual do MDB a partir de 2027. Rose Modesto, quarta em 2022, foi eleita deputada federal pela federação União Progressista. O deputado estadual João H. Catan (Novo) foi o único desafiante bolsonarista ao governo em 2026, com pouco mais de 7% dos votos. O PSDB segue em declínio; o senador Nelsinho Trad (PSD) desistiu da reeleição e tornou-se primeiro suplente de Azambuja.

A federação PT-PCdoB-PV teve seu melhor desempenho desde 2014: Fábio Trad (PT) alcançou 23% para governador; Camila Jara (PT) foi a mais votada para deputada federal em MS, com 10% dos votos válidos; Marquinhos Trad (PV) tentou vaga na Câmara Federal sem sucesso.

As votações ao Senado alinharam-se às do governo: candidatos do PL (Azambuja e Capitão Contar) receberam entre 850 mil e 914 mil votos; candidatos da esquerda (Vander Loubet, Soraya Thronicke e Fábio Trad) ficaram entre 322 mil e 361 mil votos.

Em votos presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) somou aproximadamente 870 mil votos em MS; Lula (PT) ultrapassou 500 mil votos no estado.

O sucesso eleitoral foi atribuído à articulação do bloco de direita liderado por Azambuja e Riedel, que conteve e acomodou lideranças bolsonaristas e incorporou concorrentes regionais.

A continuidade da hegemonia de Azambuja e Riedel depende de manter coeso o “condomínio político” que montaram, acomodando ambições de atores emergentes e evitando a fragmentação das lideranças que substituíram.

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