Risco-Brasil cai a 112 pontos, menor no 3º mandato de Lula
Leitura de sábado (19.set.2026) é 14 pontos abaixo de um ano atrás e 19 pontos acima da mínima de Bolsonaro

O risco-Brasil medido pelo CDS de 5 anos caiu para 112 pontos-base na última cotação deste sábado (19.set.2026).
Os 112 pontos equivalem a um custo anual de cerca de 1,12% do valor protegido pelo contrato de 5 anos.
O CDS de 5 anos estava em 126 pontos há um ano, marcou 127 pontos em 17 de agosto de 2026 e 115 pontos em 10 de setembro de 2026.
É a menor leitura do indicador desde o início do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023.
Na gestão de Jair Bolsonaro (PL) a mínima do CDS foi 93 pontos, registrada em fevereiro de 2020; a marca atual está 19 pontos acima dessa mínima.
O Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano na 4ª feira (16.set.2026), foi o 5º corte consecutivo desde março de 2026.
O IPCA teve deflação de 0,32% em agosto e acumula alta de 4,22% em 12 meses; o IBC-Br recuou 0,2% em julho.
O governo anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família na 5ª feira (17.set.2026): piso de R$ 600 para R$ 691 e benefício médio de R$ 675 para R$ 777.
O reajuste será aplicado na folha de outubro de 2026, com pagamentos a partir de 19 de outubro.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027; o custo de 2027 será incorporado à proposta orçamentária em análise no Congresso.
A IFI estimou que a contribuição média da dívida bruta ao prêmio nas taxas nominais de 5 anos foi 3,16 pontos percentuais nos 12 meses até agosto; esse cálculo difere do CDS de 112 pontos-base.
O Fed elevou os juros dos EUA em 0,25 ponto em 4ª feira (16.set.2026), para 3,75%–4% ao ano, e o BCE subiu taxas 0,25 ponto em 10.set.2026; altas externas e a queda da Selic reduzem diferencial de juros a favor do Brasil.
O governo informou que detalhará números fiscais no relatório bimestral de receitas e despesas em 24 de setembro de 2026.