Rodoviários do Distrito Federal aprovam greve a partir de 28 de setembro
Assembleia do sindicato decidiu a paralisação após negociações sem proposta; governo e empresas são alvos das reivindicações

Rodoviários do Distrito Federal aprovaram em assembleia, neste domingo (20/9), greve no transporte coletivo a partir de segunda-feira (28/9).
A categoria alerta que, se não houver avanços nas conversas, pode promover paralisações já esta semana antes da data marcada.
A decisão unânime ocorreu após tentativas frustradas de acordo com o governo e com as empresas por reajuste salarial e outras pautas da categoria.
Os rodoviários negociam desde julho reajuste que cubra a inflação do ano e garantias de ganho real; o acordo coletivo anterior expirou em 30 de julho.
Entre as reivindicações estão jornada de 6 horas corridas, tíquete e cesta alimentação, plano de saúde e odontológico, quinquênio e garantia de emprego para cobradores mesmo com retirada do dinheiro em circulação.
O diretor financeiro do Sindicato dos Rodoviários, João Osório, disse que “não havendo mudança de postura das empresas… a categoria poderá recorrer a formas de pressionar os empresários e governo”, e que essas formas ainda serão discutidas pela direção do sindicato.
Durante agenda no Gama nesta segunda (21/9), a vice-governadora Celina Leão reagiu à comunicação da greve, afirmou que “não vai admitir pressão no meio de um projeto eleitoral” e pediu auditoria dos contratos.
20/9 — assembleia que aprovou a greve
28/9 — data em que a paralisação começa
julho — início das negociações por reajuste
30/7 — fim do acordo coletivo anterior
O próximo passo é a direção do sindicato discutir e definir as medidas de pressão; o governo mantém pedido de auditoria dos contratos e diz estar aberto ao diálogo.