Roubos na Grande São Paulo caem 21% entre janeiro e setembro; prisões sobem 7%
É o menor número de roubos desde 2001; prisões e apreensões atingem patamar mais alto desde 2020

A Grande São Paulo registrou queda de 21% nos roubos gerais entre janeiro e setembro, de 28.957 para 22.855 ocorrências.
A redução coloca o total no menor nível desde 2001, início da série histórica do governo do Estado.
Roubos de veículos caíram 35,2% no acumulado do ano, de 6.959 para 4.503 ocorrências; em setembro passaram de 747 para 464 casos, o menor patamar registrado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-SP).
Roubos de carga diminuíram 31,9% entre janeiro e setembro, de 887 para 604 ocorrências; em setembro foram 56 casos ante 109 em setembro de 2025, queda de 48,6% e o segundo menor total da série histórica para o mês.
Furtos recuaram 5,5% no acumulado, de 63.453 para 59.941 registros; em setembro houve 6.289 furtos ante 7.210 em setembro de 2025, recuo de 12,8% e menor número desde 2022.
Furtos de veículos caíram 13,9% no ano, de 16.692 para 14.363 casos; em setembro houve ligeira queda de 2,5%, de 1.805 para 1.760 registros.
A Grande São Paulo engloba 38 municípios, incluindo Guarulhos, Osasco e as nove cidades do ABC Paulista: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
"Reduzir os índices de criminalidade também passa por evitar que os mesmos criminosos voltem a fazer novas vítimas", afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, ao detalhar ações de prevenção, integração policial e uso de tecnologia.
As ações policiais resultaram em aumento de prisões e apreensões: 25.765 pessoas presas ou apreendidas entre janeiro e setembro, alta de 7% sobre as 24.068 do mesmo período de 2025, e o maior total desde 2020.
25.765 — pessoas presas ou apreendidas entre janeiro e setembro (alta de 7%)
1.500 — armas apreendidas no período
7.317 — veículos recuperados
17,2 toneladas — de drogas apreendidas