Sánchez convoca eleições antecipadas para 29 de novembro
O primeiro‑ministro dissolveu o Parlamento após rejeição de decretos sobre habitação e protestos em Madrid

Pedro Sánchez convocou eleições antecipadas para 29 de novembro.
Ele decidiu dissolver o Parlamento nesta 5.out., nove meses antes do fim da legislatura, após a rejeição de decretos do governo sobre habitação.
O Parlamento rejeitou os decretos na 6ª feira, 2.out., e mais de uma semana de protestos mobilizou milhares nas ruas por causa da crise habitacional.
Os protestos foram motivados pelo despejo de uma mulher de 87 anos em Madrid, ligado às dificuldades de acesso à moradia.
Sánchez afirmou em pronunciamento nesta 5.out. que o governo “cometeu erros” e apresentou a eleição como escolha entre “regredir” sob uma “coligação de extrema‑direita” ou “seguir em frente” com sua administração progressista.
Ele disse que a eleição será sobre quem guiará a Espanha diante de tensões políticas, instabilidade global, emergência climática e incertezas pela ascensão da inteligência artificial.
A crise habitacional decorre do crescimento da população e famílias, impulsionado pela imigração, enquanto a construção de novas moradias não acompanhou a demanda.
A procura maior que a oferta elevou preços e reduziu disponibilidade, especialmente em grandes cidades, regiões costeiras e ilhas, agravada pela reserva de imóveis para aluguéis de temporada.
29 de novembro — data das eleições antecipadas
5.out. — dia do anúncio de Sánchez
2.out. — dia em que o Parlamento rejeitou os decretos
87 anos — idade da mulher despejada em Madrid
11,8% — alta anual dos imóveis usados no 3º trimestre de 2026, segundo o índice Idealista
mais de 1 milhão — déficit de moradias estimado pelo Banco da Espanha até 2028
2025 — ano em que o governo exigiu remoção de anúncios do Airbnb por irregularidades