São Paulo amplia uso de tecnologia para segurança: câmeras, reconhecimento facial e leitura de placas
Autoridades e empresas apresentaram números e funcionamento do sistema durante evento em São Paulo, em 25/9

São Paulo ampliou integração e tecnologia na segurança pública, com 20 mil câmeras municipais e reconhecimento facial em operação.
A tecnologia já auxiliou em mais de 3 mil prisões desde novembro de 2024 e na captura de 3,6 mil foragidos da Justiça.
Juliana Lopes Bussacos, secretária municipal de Segurança Urbana, disse que a prefeitura tem 20 mil câmeras com reconhecimento facial, alerta de intrusão e integração com câmeras privadas; boletins de ocorrência e medidas protetivas podem ser solicitados por celular.
Eric Coser, fundador da Gabriel, afirmou que a empresa instalou 22 mil câmeras inteligentes em 8 mil prédios e realiza leitura de 4 milhões de placas de veículos por dia.
O sistema Smart Sampa integra leitura de placas com a Secretaria de Segurança Pública; ao gerar alerta, a Guarda Civil Municipal valida mandado e aciona a viatura mais próxima por georreferenciamento em menos de um minuto.
No reconhecimento facial, o despacho é acionado com 92% de similaridade; para pessoas desaparecidas, o índice usado é 85%.
Marcelo Finger, professor titular do Departamento de Ciência da Computação da USP, alertou para o volume de dados pessoais coletados e afirmou que "a população é monitorada continuamente", defendendo análises por números e evidências.
Eric Coser também afirmou que São Paulo tem hoje o menor índice de homicídios do país, que crimes digitais avançam e que incentivos a servidores podem melhorar resultados.