Saúde presta contas à Câmara sobre 2º quadrimestre e aponta ajustes para 2027
Apresentação nesta quarta (30/09) trouxe receitas, execução até agosto e debate sobre reequilíbrio orçamentário para 2027.

A Secretaria Municipal de Saúde prestou contas à Câmara de São Paulo sobre o 2º quadrimestre de 2026 (maio–agosto), em audiência na quarta (30/09).
A apresentação serviu de base para direcionar o orçamento de 2027 e para discutir reequilíbrio das contas da pasta com a Fazenda.
Armando Luis Palmieri, secretário-executivo de Gestão Administrativa, apresentou números: receitas somaram R$ 62,1 bilhões até o fim do período, atingindo 69,2% do previsto para 2026; houve aumento de R$ 14 bilhões nas receitas municipais e R$ 900 milhões a mais em transferências; o orçamento atualizado é R$ 25,3 bilhões, dos quais R$ 21 bilhões foram empenhados e R$ 17,5 bilhões liquidados.
Como base para aplicação mínima em saúde, o total de receitas arrecadadas e liquidadas (R$ 14,2 bilhões) e de despesas empenhadas (R$ 62,1 bilhões) no 2º quadrimestre gerou média de 22,8% de aplicação na área; as ações de saúde somaram R$ 11,3 bilhões até agosto, atendendo mais de 90% da rede, principalmente atenção básica e convênios.
A audiência reuniu representantes da Secretaria, munícipes, organizações e OSs; a vereadora Ely Teruel (MDB) presidiu o colegiado; o secretário municipal Luiz Carlos Zamarco compareceu e respondeu às críticas; cidadãos e conselheiros pontuaram falta de clareza na execução orçamentária.
R$ 62,1 bilhões — receitas até o fim do período analisado
69,2% — do previsto para 2026 já arrecadado até agosto
R$ 25,3 bilhões — orçamento atualizado para a Secretaria
R$ 21 bilhões — empenhados do orçamento
R$ 17,5 bilhões — liquidados até agosto
R$ 11,3 bilhões — gastos em ações de saúde até agosto
"Acho importante a indicação do orçamento, porém ele não traduz como se dá a melhoria no sistema de saúde pública no município", disse Priscila Tancredi, da coordenação do Conselho Municipal de Saúde, ao questionar a praticidade da prestação de contas.
O próximo passo é a negociação de reequilíbrio com a Fazenda; o secretário Luiz Carlos Zamarco afirmou que, com ajustes, o gasto total da Secretaria pode chegar a R$ 27 bilhões ainda neste ano.