Setembro chuvoso faz Santos ampliar equipes e frota na Av. Nossa Senhora de Fátima
Chuvas de quase 500 mm elevaram obras de drenagem e manutenção, com salto de pessoal e equipamentos para a Zona Noroeste

Setembro mais chuvoso da história de Santos acumulou cerca de 500 mm, quase quatro vezes a média de 139,9 mm.
A Sepref projeta cerca de 90 intervenções na Av. Nossa Senhora de Fátima até dezembro, ante 60 operações nos primeiros oito meses de 2026.
Entre janeiro e agosto foram 61 ações de drenagem, alta de 96,8% sobre igual período de 2025; as operações de tapa-buraco somaram 60 nos oito meses.
O efetivo de manutenção passou de 91 para 167 trabalhadores; a frota recebeu caminhões, escavadeiras, hidrojatos e o novo equipamento minihidro.
As equipes usam asfalto frio quando o solo está encharcado, alternativa paliativa porque o asfalto quente não adere em solo molhado e o frio tem baixa durabilidade.
O uso de asfalto frio pode ser arrastado pelas enxurradas para galerias e bocas de lobo, risco que pode agravar alagamentos.
A Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6), na região do Saboó, é a intervenção estrutural mais aguardada para reduzir enchentes combinadas com maré alta.
O projeto de macrodrenagem, em parceria com a MRS Logística, prevê investimento de R$ 150 milhões, canalização do Rio Lenheiros e um pontilhão de 13 metros no bairro Chico de Paula.
"Precisamos ter responsabilidade técnica para realizar cada serviço no momento adequado", afirmou o secretário Rivaldo Santos, sobre a intensificação das ações.
A próxima etapa é executar as obras de macrodrenagem já previstas no cronograma municipal, entre elas a construção da EEC6.