TST retoma hoje julgamento que pode considerar abusiva a greve dos Correios
Audiência está marcada para as 15h30; decisão pode determinar fim imediato da paralisação e punições sindicais

TST retoma nesta quinta (24) o julgamento que pode declarar abusiva a greve dos Correios.
Se considerada abusiva, a Corte pode determinar o encerramento imediato da paralisação e aplicar sanções às entidades sindicais.
A paralisação começou em 10 de setembro e dura 14 dias, após impasse nas negociações do Novo Acordo Coletivo de Trabalho.
O principal ponto de disputa é o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes; a proposta em discussão altera a forma de participação da empresa no benefício.
O julgamento começou na segunda (21) e a sessão foi suspensa por 48 horas pelo ministro Vieira de Mello Filho para que federações analisassem documentos recém-anexados, como relatos e vídeos sobre trabalhadores bloqueando entrada e saída de cargas e caminhões.
"Não houve contraditório sobre esses documentos. Ou seja, estaríamos em desapreço ao devido processo legal", disse o ministro Vieira de Mello Filho ao justificar a suspensão.
Os Correios afirmaram ter apresentado proposta que contempla 78 das 80 cláusulas do Acordo Coletivo, com reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, vigência a partir de 1º de agosto, e manutenção da assistência à saúde.
A empresa também assinou o Plano de Continuidade de Negócios para minimizar impactos da greve, mobilizando empregados administrativos, remanejando veículos e promovendo mutirões para preservar o fluxo logístico.
10 de setembro — data de início da greve
14 dias — duração da paralisação
24 (quinta) — retomada do julgamento
48 horas — suspensão determinada pelo ministro Vieira de Mello Filho
78 de 80 cláusulas — proposta apresentada pelos Correios
100% do INPC — reajuste proposto, com vigência a partir de 1º de agosto
15h30 — horário da audiência marcada
A audiência desta quinta está marcada para as 15h30; a decisão poderá pôr fim à greve ou manter a paralisação conforme o veredicto.