Urna eletrônica: Brasil abandonou o voto em papel entre 1996 e 2000
Primeiro teste foi em 1996, cobertura nacional ocorreu em 2000; sistema recebeu biometria e testes públicos de segurança depois.

Com o primeiro turno das eleições gerais de 2026 se aproximando, os eleitores brasileiros voltarão a votar em urnas eletrônicas.
A primeira experiência com urna eletrônica ocorreu em 1996, nas eleições municipais, em 57 cidades de médio e grande porte.
O teste de 1996 alcançou cerca de 32 milhões de eleitores, aproximadamente um terço do eleitorado brasileiro.
Em 1998, nas eleições gerais, mais de 60% dos eleitores votaram pelo sistema eletrônico.
O passo definitivo veio em 2000: todas as cidades brasileiras usaram urnas eletrônicas na eleição municipal, a primeira eleição 100% eletrônica do país.
A mudança buscou reduzir irregularidades do voto em papel, como falsificação de cédulas e alterações durante a contagem.
A apuração ficou muito mais rápida: resultados passaram a ser conhecidos em poucas horas, geralmente no dia da eleição.
As urnas também ganharam recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência e ajudam a evitar erros no preenchimento da votação.
Em 2008, o tribunal eleitoral implantou a identificação biométrica por impressão digital nas eleições.
O sistema passou a ser submetido aos Testes Públicos de Segurança, em que especialistas tentam identificar vulnerabilidades antes do pleito.
Após o encerramento da votação, a urna emite o Boletim de Urna, que registra os votos daquela seção e fica afixado no local para conferência pública.