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Urna eletrônica: Brasil abandonou o voto em papel entre 1996 e 2000

Primeiro teste foi em 1996, cobertura nacional ocorreu em 2000; sistema recebeu biometria e testes públicos de segurança depois.

Redação POLITICA.SP8 de set. de 2026 · 04h334 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Urna eletrônica: Brasil abandonou o voto em papel entre 1996 e 2000
Reprodução: www.metropoles.com

Com o primeiro turno das eleições gerais de 2026 se aproximando, os eleitores brasileiros voltarão a votar em urnas eletrônicas.

A primeira experiência com urna eletrônica ocorreu em 1996, nas eleições municipais, em 57 cidades de médio e grande porte.

O teste de 1996 alcançou cerca de 32 milhões de eleitores, aproximadamente um terço do eleitorado brasileiro.

Em 1998, nas eleições gerais, mais de 60% dos eleitores votaram pelo sistema eletrônico.

O passo definitivo veio em 2000: todas as cidades brasileiras usaram urnas eletrônicas na eleição municipal, a primeira eleição 100% eletrônica do país.

A mudança buscou reduzir irregularidades do voto em papel, como falsificação de cédulas e alterações durante a contagem.

A apuração ficou muito mais rápida: resultados passaram a ser conhecidos em poucas horas, geralmente no dia da eleição.

As urnas também ganharam recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência e ajudam a evitar erros no preenchimento da votação.

Em 2008, o tribunal eleitoral implantou a identificação biométrica por impressão digital nas eleições.

O sistema passou a ser submetido aos Testes Públicos de Segurança, em que especialistas tentam identificar vulnerabilidades antes do pleito.

Após o encerramento da votação, a urna emite o Boletim de Urna, que registra os votos daquela seção e fica afixado no local para conferência pública.