Vaquinha paga multa de ~R$16 mil de condenado do 8 de janeiro; defesa pede extinção da pena
Petição ao ministro Alexandre de Moraes afirma quitação da Guia de Recolhimento da União antes do vencimento e pede reconhecimento do cumprimento das sanções

Uma vaquinha quitou a multa de quase R$ 16 mil de Davi Torres, condenado pelo 8 de janeiro.
A defesa acionou nesta quinta-feira, 1º, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que ele reconheça o cumprimento integral das sanções e declare extinta a punibilidade de Torres.
Torres foi condenado pelo STF a um ano de prisão; a pena foi convertida em medidas alternativas e ele já cumpriu serviço comunitário e um “curso da democracia”.
A petição, assinada pela advogada Kelly Espíndola, registra que a Guia de Recolhimento da União foi paga hoje, antes do vencimento previsto para 30 de outubro, e que o ato ocorreu “mediante auxílio de terceiro”.
O dinheiro veio de uma vaquinha pública que contou com a ajuda do advogado Marcelo Suave; a defesa afirma: “Não existe saldo remanescente. Não existe parcela vencida. Não subsiste qualquer obrigação pecuniária decorrente da condenação”.
Em agosto de 2025 foi revelado que Torres mora no Distrito Federal, tem hanseníase, é aposentado por invalidez, vendia balas perto do Quartel‑General do Exército em Brasília para complementar a renda e é pai de seis filhos; após pensão alimentícia, ele fica com cerca de R$ 880 por mês.
Antes da quitação integral, a defesa tentou afastar a cobrança por incapacidade financeira; em setembro, Moraes negou isenção, mas autorizou o parcelamento em 36 vezes — quitação agora elimina a necessidade do parcelamento.
~R$ 16.000 — valor da multa quitada
1 ano — pena imposta pelo STF
36 vezes — parcelamento autorizado por Moraes em setembro
30 de outubro — data prevista de vencimento da guia
R$ 880 — renda mensal aproximada de Torres após pensão
A próxima etapa é que o ministro Alexandre de Moraes analise a petição de Kelly Espíndola e decida se reconhece o cumprimento das sanções e declara extinta a punibilidade de Davi Torres.