Vice-chanceler de Cuba diz que Venezuela não é mais aliada
Declaração de Carlos Fernández de Cossío foi dada em 25/09, durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Em 25/09, o vice-ministro cubano Carlos Fernández de Cossío afirmou em Nova York que Cuba não considera mais a Venezuela uma aliada.
A fala ocorreu depois da presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez se reunir com Donald Trump na 81ª sessão da ONU para tratar de energia, mineração e segurança.
A declaração foi dada em entrevista na ONU, ao jornalista David Gura, da Bloomberg; Cossío diferenciou “amigo” de “aliado” ao falar sobre Caracas.
O entrevistador mencionou a mudança nas relações desde o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores em janeiro e a aproximação de Delcy com Washington.
Em fevereiro, a Reuters relatou que assessores de segurança e médicos cubanos estavam deixando a Venezuela; o texto também afirma que 32 cidadãos cubanos foram mortos na madrugada de 3 de janeiro.
Cossío criticou as sanções econômicas dos Estados Unidos, afirmando que a pressão dificulta reformas cubanas destinadas a ampliar a participação privada na economia.
Ele disse que parte dos cubanos espera mudança política em Washington, mas chamou essa expectativa de “wishful thinking”.
25/09 — data da declaração de Cossío, em Nova York
81ª sessão — encontro da ONU onde Delcy se reuniu com Trump
3 de janeiro — data citada da invasão em Caracas que matou 32 cubanos
"Aliado é uma palavra forte demais", disse Carlos Fernández de Cossío sobre a relação entre Havana e Caracas.
Cossío afirmou que, se os Estados Unidos reduzirem a pressão, as transformações econômicas em Cuba podem avançar e se tornar irreversíveis.