Justiça

Viplan terá novo julgamento no TARF sobre cobrança de ICMS em 15 de setembro de 2026

Embargos de Declaração apresentados em 21 de julho de 2025 colocaram o caso na pauta do Pleno, com relatoria do conselheiro Carlos Daisuke Nakata.

PRedação Política.SP8 de set. de 2026, 23h34· 18 acessos
Viplan terá novo julgamento no TARF sobre cobrança de ICMS em 15 de setembro de 2026
Reprodução: diariodotransporte.com.br

A Viplan — Viação Planalto Ltda. terá julgamento no Pleno do TARF em 15 de setembro de 2026, às 14h, sobre disputa de ICMS que tramita desde 2014.

O embate pode redefinir o recálculo do crédito tributário, porque o TARF limitou encargos à Selic nos meses em que o INPC mais juros 1% superou a taxa federal.

O processo nasceu de auto de infração de 2014 por uma isenção declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal; a cobrança envolve imposto, juros e atualização monetária.

Em 2018 a Primeira Câmara do TARF reconheceu responsabilidade tributária e afastou multa por princípio da confiança, mas manteve juros e atualização monetária sobre o imposto.

A Viplan apresentou embargos de declaração que foram rejeitados em 2023; levou recurso ao Pleno que foi Julgado em 2 de julho de 2025, quando só a divergência sobre juros e atualização ficou pendente.

O Pleno decidiu em 2025 recalcular o crédito usando a Selic para limitar encargos, aplicando o entendimento do STF no Tema 1.062; houve votos que queriam excluir totalmente juros e atualização monetária.

A empresa apresentou novos Embargos de Declaração em 21 de julho de 2025; a Presidência do TARF aceitou o recurso como tempestivo e marcou a sessão com relatoria do conselheiro Carlos Daisuke Nakata.

A Viplan não opera ônibus no Distrito Federal desde dezembro de 2013, quando o GDF revogou permissões; o grupo chegou a ter cerca de 744 ônibus e cerca de 30% da frota do DF na época.

15 de setembro de 2026, 14h — sessão do Pleno do TARF

A sessão vai dizer se o TARF corrige omissão, contradição ou erro no acórdão de 2025 e se reabre a discussão sobre juros e atualização monetária.

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