Vorcaro depõe à PF e neitera existência do grupo 'A Turma'
A defesa diz que expressões nunca designaram estruturas criminosas; pai de Daniel também prestou depoimento hoje

Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira e negou que existisse grupo criminoso chamado “A Turma” ou “Os Meninos”.
A defesa afirma que o acesso ao inquérito comprovou que essas expressões não designaram grupos específicos nem ilícitos atribuíveis a Daniel Vorcaro.
À PF, Daniel disse conhecer apenas Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, e informou ter com Mourão “contrato formal e lícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital”, segundo os advogados.
O relator anterior do caso no Supremo, ministro André Mendonça, descreveu “A Turma” como estrutura para monitoramento, coleta de informações e “prática de atos de coação e intimidação”, inclusive contra concorrentes, ex-empregados e jornalistas.
As investigações da PF apontaram Henrique Vorcaro, pai de Daniel, como comandante do grupo, e identificaram Mourão como uma espécie de gerente; Mourão chegou a ser preso em fase anterior e cometeu suicídio na cela da superintendência da PF em Belo Horizonte.
A defesa afirmou que eventuais desabafos em mensagens privadas não redundaram em consequências práticas nem risco real a terceiros, citando a sequência completa das mensagens e o “perfil pacífico de Daniel Vorcaro”.
Henrique Vorcaro também prestou depoimento nesta quarta-feira, negou ser articulador de “A Turma” e afirmou ter tido apenas relações comerciais com três integrantes do grupo.
Os advogados de Daniel e de Henrique pediram a soltura de seus clientes, alegando que os motivos da prisão não persistem e reclamando da falta de decisões no processo no STF.