Voto distrital misto enfrenta resistência do PT e do PL em Brasília
Caciques do Centrão defendem mudança para a Câmara, mas PT (PT‑PCdoB‑PV) e o PL de Flávio Bolsonaro resistem por ganhos eleitorais atuais.

O voto distrital misto para eleições à Câmara dos Deputados é defendido por caciques do Centrão, mas enfrenta resistência de grandes partidos.
A oposição de PT e do PL pode barrar a mudança; líderes petistas dizem que o partido tende a continuar elegendo grandes bancadas com o sistema proporcional, e o PL é um dos principais beneficiados pela proporcionalidade.
O modelo está em debate após o Centrão perder cadeiras em eleições recentes; o PL tem os dois deputados mais votados da história — Nikolas Ferreira (MG) e Lucas Pavanato (SP) —, eleitos em 2026 com mais de 3 milhões de votos cada; caciques do PT avaliam que, para seguir influente, o Centrão precisa formalmente aderir nas eleições gerais de 2030 a dois partidos com força local.
Petistas apontam que reduzir o número de legendas é objetivo de siglas como PP, Republicanos e União Brasil; atualmente o Brasil tem 30 partidos registrados.
mais de 3 milhões — votos de Nikolas Ferreira (MG) em 2026
mais de 3 milhões — votos de Lucas Pavanato (SP) em 2026
30 — partidos registrados no Brasil
2030 — próximas eleições gerais citadas como prazo para nova articulação